Patrono


EURYCLIDES DE JESUS ZERBINI (1912-1993)      

  • Nome da Escola: Escola SENAI “Prof. Dr. Euryclides de Jesus Zerbini” CFP 5.09 - Campinas  
  • Nome do patrono: Euryclides de Jesus Zerbini.
  • Nascimento: Guaratinguetá/SP em 07 de maio de 1912 e faleceu em São Paulo a 23 de outubro de 1993.  
  • Formação: Medicina – Universidade de São Paulo em 1935.

 

 

Breve descrição da vida/atividades/família do patrono, seja dentro ou fora do SENAI:

 (7/5/1912-23/10/1993)   Euryclides de Jesus Zerbini, Cirurgião cardiovascular paulista, nasce em Guaratinguetá, filho caçula de Eugênio Hugo Zerbini, um imigrante italiano apaixonado pela cultura clássica e Ernestina Teane Zerbini, nascida na Argentina, teve mais três irmãos: Eurídice, Eurípides e Euryale. Terminou o curso colegial sem descobrir a vocação e seu pai o incentivou a seguir medicina. No início da faculdade, assistiu a uma cirurgia e pensou em desistir. Durante a Revolução Constitucionalista (1932) ele se apresentou como soldado e no front de batalha, acostumou-se aos sangramentos das dilacerações vendo o trabalho de atendimento aos feridos e tomou gosto pela cirurgia. Forma-se pela Faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade de São Paulo (USP), dedicando-se inicialmente à cirurgia geral.

Aos 28 anos torna-se professor livre-docente e especializa-se em cirurgia torácica. Em 1942 realiza a primeira cirurgia cardíaca do país em um garoto de 6 anos - que iria reencontrar 50 anos depois em uma festa organizada para comemorar o feito.

Em 1947 monta em São Paulo um grupo de especialistas no Hospital das Clínicas.

Casou-se em 1949 com Dirce da Costa Zerbini, sua ex-aluna de Clínica Cirúrgica e médica diplomada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1948) que, dedicada à pesquisa, desenvolveu o primeiro circuito para circulação extracorpórea no Brasil (1958), idealizou as primeiras máquinas de perfusão na oficina experimental do Hospital das Clínicas, em São Paulo e tornou-se responsável pela perfusão da equipe cirúrgica do marido e sua principal colaboradora.

Em 1968, entra para a história da medicina nacional ao realizar a primeira cirurgia de transplante de coração humano no Brasil, em um paciente terminal de 23 anos, João Ferreira da Cunha, conhecido como João Boiadeiro, que teve uma sobrevida de apenas 28 dias, morrendo em decorrência da rejeição. Os transplantes cardíacos são suspensos (1969) até serem retomados (1980) graças à descoberta da ciclosporina, droga capaz de evitar que o organismo do paciente rejeitasse o órgão transplantado. Ainda realizaria outros 11 transplantes. O Dr. Euryclides de Jesus Zerbini foi o quinto médico do mundo a realizar o transplante de coração. Ele dizia: "Operar é divertido, é uma arte, é ciência e faz bem aos outros". Pioneiro dos transplantes de coração na América Latina, poucos meses depois do Dr. Christian Barnard haver realizado, na África do Sul, a primeira experiência do tipo em todo o mundo.

Seu sonho é realizado em 1975 com a construção do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP (Incor), que se tornaria um dos mais conceituados estabelecimentos hospitalares do país. Um duro golpe emocional (1977) o levaria ainda mais a se entregar a sua atividade profissional: o único dos três filhos que resolveu seguir a carreira de médico morreu em um acidente automobilístico, seis dias após a formatura. Aos 73 anos, em 1985, faz o primeiro transplante de coração em portador da doença de Chagas.

Em seus 58 anos de profissão, durante os quais fez, pessoalmente ou através de sua equipe, mais de quarenta mil cirurgias, recebeu 125 títulos honoríficos e inúmeras homenagens de governos de todo o mundo, participou de 314 congressos médicos. Trabalhou até o fim de sua vida, operando e realizando palestras e conferências, e morreu a 23 de outubro (1993), aos 81 anos, em plena atividade, em São Paulo, vítima de câncer de pele ou melanoma metastático.

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